Atribuição ao Livro

Este blog vem com idéias do livro Mulheres Liberadas(Hot Flashes) da autora americana Barbara Raskin.
Abrange assuntos feministas, mas que também contam com opiniões masculinas. Nossa intenção é reunir pessoas que já tenham ou não lido o livro, e que se interessem sobre assuntos gerais da atualidade e fatos importantes que possam ampliar o nosso conhecimento sobre o mundo feminino: conquistas, publicações, apelos e realizações governamentais. Mas gostaria de frisar que, o livro em si não trata especificamente de feminismo e sim de mulheres que têm sua vida social liberal, tanto profissional como amorosa...e tudo isso também será comentado aqui.

domingo, 6 de março de 2011

O Poder da Mulher Sobre a Escrita Hoje.



É um orgulho feminino ver o sucesso que as mulheres escritoras, estão fazendo pelo mundo. O tempo em que as Escolas Literárias eram dominadas pelos punhos masculinos, enfim acabou. A criatividade agora vem de quem por muito tempo não pôde expressar suas idéias. É claro que muitas sabem exercer o dom (Jane Austen, Clarice Lispector, J.K Rowling), outras nem tanto (Stephene Meyer, Zíbia Gasparetto), mas podemos considerar ao menos o fato de que as barreiras foram vencidas. Além do que, antigamente raramente uma mulher chegava ao curso superior e um escritor estudado é de mais prestígio.
O importante é que existem autoras para todos os estilos, tanto para Aventura, Ficção Científica como Auto-Ajuda e Livros Didáticos. Ou seja, nos habituamos a todo modo de escrita.
A independência ajuda bastante, é claro. Dessa maneira, viver como autora é difícil, mas não impossível, acreditar em si mesma é o melhor caminho por onde começar. Saber que podemos tocar vidas, incentivar mentes e mudar atitudes são os melhores resultados que se pode ter.
Pois ler é um exercício, escrever é uma atividade o proveito que se tira de tudo isso, depende de você.

domingo, 19 de dezembro de 2010

A Jovem Rainha Vitória - A mãe do Capitalismo sem fronteiras.


Aos 18 anos de idade, a jovem Alexandrina Vitória Regina assumiu o trono britânico. Algo que só pôde ter sido possível com a morte prematura de suas duas primas e posteriormente com o falecimento de seu tio Guilherme IV, até então rei da Inglaterra. Era filha do duque de Kent e da ex-princesa de Leininge, seu pai morreu logo após seu nascimento. Seu reinado durou 64 anos, tendo nesse tempo elevado a Inglaterra ao posto de maior império do mundo. O seu governo era sinônimo de pontualidade e sofisticação, isso se deve ao fato da soberana ter influenciado o estilo de vida e comportamento dos ingleses.

Vitória após ser coroada passou a ser o centro das atenções, embora não fosse dotada de beleza física, ela estava sempre bem-humorada e preocupada com a exatidão e a regularidade das horas de trabalho. Logo manifestou interesse em seu primo Albert de Saxe-Coburg. A união com Albert fez com que a rainha se preocupasse com as questões que antes não a importava como, a política. A rainha percebeu que o país não poderia se manter isolado em suas fronteiras, que deveria ampliar seus horizontes. Diversos países europeus passaram a sofrer com a febre expansionista, porém, nenhum deles aumentou seus domínios territoriais como a Inglaterra da rainha Vitória.

Com o intuito de ampliar o mercado consumidor, a rainha fortaleceu as campanhas contra a escravidão mundial e incentivou a abertura dos portos internacionais. Com a morte de seu marido em 1861, o reinado de Vitória perdeu o seu antigo encanto. Abalada com a morte de Albert, ela passou a se trancar em casa e a recusar-se solenemente a cumprir seus deveres públicos. Nunca mais pronunciou nada sobre política e, nem admitiu que ninguém esquecesse por um só segundo a sua dor, nem que tivesse infelicidade maior que a sua. A tristeza só foi embora em 1897, quando completou 60 anos de reinado, estivesse de luto eterno. A rainha Vitória morreu em 1901.

Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola

Nota da Emy: Também é interessante buscar assistir o filme/biografia, lançado em 2009, com um ótimo elenco selecionado para interpretar esta magnífica história. Emily Blunt em destaque, como A Rainha Vitória.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Somos Criaturas Misteriosas, Não?


Será que isso é mesmo um fato? Ou apenas um tipo de suposição generalizada? Na minha opinião, a frase faz bastante sentido, e como se refere às mulheres, se faz mais claro ainda.
Quantas vezes você já se perguntou, imaginou ou comentou o passado da sua professora mais experiente? E aquela recepcionista idosa do consultório, onde sua mãe vai todo mês? Sem contar as velhinhas desbocadas, que aproveitam a idade pra dizerem todo o tipo de besteira, mas que como toda mulher, venceram barreiras para tal liberdade.
O termo “misteriosa” usado na frase dita pela personagem do filme Evening, interpretada pela Meryl Streep, se torna tão significativo em relação a história do filme, que apenas essa palavra pode caracterizá-lo. Esconder toda uma juventude dos seus filhos, do seu marido e das pessoas que precedem tais acontecimentos, é um ato meticuloso, doloroso e isolado. Porém é algo que podemos fazer e muito bem. O ser humano é altamente capaz. E o “humano/mulher” é mais capacitado que todos para isso, acho que por questão de sentimento, vivência e personalidade, onde no caso das mulheres, são mais sensíveis e delicados. Dessa forma temos um potencial especial, que nos permite esconder coisas de nós mesmas, nos enganarmos e não nos conhecermos, até que alguém nos descubra.
Sendo assim, você nunca vai saber o que realmente se passa ou já se passou, na vida da sua colega de trabalho, escola ou faculdade. Aquela amiga maravilhosa que conheceu pela internet, já pode ter sofrido bastante na vida ou sido a mulher mais feliz do mundo por instantes. A não ser que ela conte é claro, mas até lá tudo será ignorado, pois não se tem como criticar o desconhecido. E afinal, preocupar-se com isso é bobeira!Todas nós somos assim, acredite: Misteriosas. Ou vai me dizer que você é como te vêm e sua vida é tão alva que podemos adivinhá-la? Temos que aprender a absorver a nos mesmas. Existem coisas que pertencem a você, somente. “E No fundo de cada um de nós há uma personalidade que não pode ser conhecida."

Por Emy Azev’s

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Coco Avant Chanel


Após a morte da mãe, Gabrielle “Coco” Chanel é deixada pelo pai num orfanato, junto com a irmã. Na juventude, trabalha numa alfaiataria durante o dia e canta num cabaré à noite. Lá conhece o milionário Étienne Balsan, e tem um relacionamento com ele, até ele voltar para sua cidade. Percebendo as poucas perspectivas de vida, Coco resolve fazer suas malas e ir atrás dele, pedindo abrigo em sua casa por um breve período, que se alonga mais do que ele esperava.É fazendo roupas para o amante que Chanel desenvolve o talento de estilista. Logo passa a usá-las também, ultrapassando os limites entre a vida, o amor e o trabalho. Mesmo vivendo apaixonadamente sabia, no entanto, que nunca se casaria; nem com o homem de sua vida, Boy Capel . Afrontando as convenções do seu tempo, Chanel inventa a mulher moderna.

Quem atualmente não conhece, ouviu falar ou até mesmo possui algo da marca Chanel?
Mas quantos realmente sabem a história de sua dona e criadora? Sua inteligência, originalidade e genialidade, levaram-na a acreditar que seu sonho seria vencido com persistência e crença em si mesma. Colocando em prática suas idéias, refletindo assim sua personalidade. Seu estilo era na época o posto do que as muulheres costumavam usar, tanto pela moda, como pela demonstração de riqueza. Porém, Chanel mostrou que é possível estar absolutamente bem vestida, sendo rica ou pobre e com modernidade.
Sua atuação na moda do século XX foi certamente uma revolução; o preto passou a ser fundamental, listras e xadrez nunca foram tão utilizados em sua época, principalmente através de um novo estilo, dispensando os babados e as cores chantily. Combinação de contrastes que singularmente constituem um bom modelo.
Não é a toa que Paris sempre foi o país da moda. E podemos concedê-la os créditos finais.

sábado, 21 de agosto de 2010

SACRIFÍCIO


Mrs. Lovett, um dos mais fantásticos personagens interpretado pela atriz britânica Helena Bonham Carter. Com uma personalidade excêntrica e cômica Lovett não deixa reprimido seu amor por Todd (Johnny Depp), ao apoiá-lo em seus assassinatos e ajudá-lo a planejar sua vingança contra o Juiz Turpin, que o condenou injustamente e por interesses próprios a 15 anos de prisão.
Ela sabe que o amor de Todd pela esposa Lucy é irrevogável, mas mesmo assim ela arrisca sua liberdade ajudando-o em sua vingança, sabendo que logo após ele pode deixá-la. Inventando a mentira de que Lucy morreu em suicídio, Lovett toma algum tempo tendo chance de conquistá-lo, com sua devoção e lealdade. Reconhece que o amor verdadeiro dele ela nunca terá, mas o sacrifício se torna necessário para se ter uma mera ilusão de afeto.
Não é somente em filmes, novelas ou livros que encontramos histórias de sacrifícios em prol do amor. Temos a história real de um casal golpista que se passava por irmãos, enquanto o homem atraía mulheres frustradas para um relacionamento com ele. Tudo foi se agravando por conta da esposa, que passou a sentir ciúmes e não admitia mais ser humilhada com a tal farsa, pois se passando apenas por irmã, seu papel diminuía cada vez mais, podendo ser descartado. A partir daí ela entrou em loucura e passou a exigir a morte das mulheres, obrigando em prova de amor que o marido executasse todas. Além do mais eles já tinham o dinheiro e os bens delas, o que mais poderiam querer? Quem sabe um pouco mais de liberdade por parte dele? Ou uma família verdadeira, sem fugas e mortes? Cega pelo amor doentio ela não via que o marido já estava cansado de uma vida fracassada e imprevisível. Seu sacrifício era maior, então ele não podia deixá-la, depois de tudo que ela fez para ajudá-lo; não agora que ela tinha se sujado ainda mais que ele, pois ela executou a maioria dos assassinatos. Todos eles movida pelo amor.
Sacrifício, é inacreditável, mas nós o praticamos todos os dias, principalmente aqueles que vivem para outros. A mãe se sacrifica pelos filhos, o marido pela família, a namorada pelo namorado ou o contrário. Seja por coisas sentimentais ou materiais, sempre nos negligenciamos por algo que consideramos mais importantes. Mas o pior de todos estes é o sacrifício pelo amor. Ser movida pelo amor é algo simplório, mas pela insanidade dele é perigoso.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

“Não sei que tipo de garota eu sou.”




Quantas mulheres/adolescentes já tiveram ou ainda têm essa dúvida? Não com as mesmas palavras, mas com o mesmo sentimento? Isso é fundamental na vida feminina: se conhecer, se descobrir, saber o que quer ou o que fazer . - No filme Juno, a personagem é confusa sobre suas ações, ela sabe que é responsável, mas ainda existe um conflito interno dentro de si. Sempre tentando agir de forma independente e ao mesmo tempo buscando um ponto seguro emocional, onde ela não se sinta culpada e perdida. Ela então decide como resolver tudo sozinha, não envolvendo o pai da criança, por dizer que não foi “idéia dele” o que aconteceu levando-a a gravidez. Nisso ela encontra um casal para adotar seu filho e faz uma boa amizade com o marido, que infelizmente não dura por ele alegar ainda não estar preparado para ser pai e não estar mais apaixonado pela esposa. Mas Juno não desiste e continua esperançosa em entregar a criança para a mulher. Após vários acontecimentos e voltas em sua vida, ela reconhece que realmente ama Paulie Blinker tanto pelo que ele é espontaneamente como por ele aceitá-la em sua forma verdadeira. Chega a hora do parto e o momento de entregar o que nunca foi dela, mas da verdadeira mãe que o aceitou desde o início, preferindo assim nunca vê-lo e seguir sua vida em frente apenas com essa experiência. - A comédia humana da vida é tão ilógica e insensata que nunca poderemos escolher quando ou com quem pode acontecer, sendo tão imprevisível. As vezes pode ser instável ou duradoura, o importante é que ela sempre vai trazer um legado, uma experiência que torna fundamental em sua vida o que trouxe com ela. Pode ocorrer um arrependimento profundo, uma questão de não se saber como resolver o problema. Ou talvez não haja conseqüência alguma e você possa ser feliz o resto da vida.
Nunca queira servir de exemplo pra alguém, tenha seus objetivos próprios, faça o bem para si, altruísmo só em último caso. Como salvar alguém se está perdido?
Seus atos apenas o torna essencial nesse mundo: isso é o equilíbrio.

Por Emy Azev's

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Senhora


Hoje falaremos sobre uma das principais obras feministas do autor José de Alencar. Temos em conhecimento três livros dos quais abordam o assunto: Diva, Senhora e Lucíola. Porém, eventualmente Senhora será nosso foco. Recordemos um pouco a história: - Após ser abandonada por seu noivo Seixas, Aurélia se reclusa de qualquer relacionamento com outro rapaz. Nisso, acontecem reviravoltas em sua vida e seu avô em forma de compensação por seu erro, deixa como herança uma enorme fortuna para a moça. Ela já praticamente sozinha no mundo, tendo passado pelo luto de seu pai, irmão e mãe; fica sob a tutoria de seu Tio.
Associando a necessidade de casar com seu fracasso no amor passado, Aurélia decide vingar-se do homem que a fez sofrer, provocando sentimentos de amargura e desilusão. Negociando com seu Tio e este tratando com Fernando, fica fechada a compra de seu marido. Casando-se e mantendo as aparências perante as pessoas, mas travando internamente uma guerra com o tal amado e odiado esposo. - Observando os acontecimentos que levaram ao desenrolar desse Romance, podemos disparar que, a causa é: a sociedade e seus hábitos doentios, obrigando que o valor seja a imoralidade de seus bens e privilégios. Nada de angustia, desgraça ou problemas; o que ela quer de você é sua felicidade forçada sem considerar as conseqüências que os atos para tanto podem causar.
Na obra, Aurélia antagônica, não deixa de se fazer a esposa realizada. Preocupando-se com tudo, não priva seu marido de nenhum mimo ou ostentação. E aproveitando sempre as oportunidades de jogar-lhe na cara a compra e rebaixa dele por se vender, tendo a primeira como a sua Lua de Mel, descartando qualquer possibilidade de um casamento feliz. Deixando Seixas revoltado e enojado com toda a situação de desprezo e culpa.
Nada pode ser pior do que uma vingança mascarada, pois te causa dor com uma alegria aparente e ódio com um amor incoerente levando à insanidade (como é visto na personagem). A própria sociedade pode explicar os fatos.

Por Emy Azev's